12.03.2009 - Maçonaria entra na briga contra o leilão das reservas de petróleo

quarta-feira, 25 de março de 2009

12.03.2009 - Maçonaria entra na briga contra o leilão das reservas de petróleo


campanha contra os leilões das reservas brasileiras de petróleo e gás ganhou um poderoso aliado: a maçonaria. A revelação foi feita pelo Inspetor Geral da Ordem Maçônica do Rito Escocês Antigo e Aceito, José Inácio Conceição, que além de maçon – a palavra significa pedreiro - trabalhou na Petrobras por 49 anos.

A maçonaria desempenha, desde o século XVII, um papel preponderante no destino das nações. As palavras liberdade, igualdade e fraternidade foram tomadas de empréstimo pela Revolução Francesa de princípios maçônicos. José Inácio acrescenta:

"A nossa ordem teve envolvimento direto na queda do regime feudal, na Revolução Francesa e, no Brasil, na Independência, na Proclamação da República, na Abolição da Escravatura. A letra do Hino da Independência é de D. Pedro I, que foi o segundo Grão Mestre no Brasil. O primeiro foi José Bonifácio de Andrada e Silva. Desde Tiradentes, os principais líderes republicanos e abolicionistas também eram maçons. Daí o papel preponderante da maçonaria no desenvolvimento humano e sua posição permanente como escola progressista".

Mas José Inácio revela que, depois de quase um século voltada para atividades internas (desde 1910), período em que a política ficou em segundo plano, a maçonaria está decidida "a encarar o ordenamento social novamente como prioridade". Ele explica os motivos:

"Nos últimos anos, os que desejavam a maçonaria politizada começaram a vencer os embates com os irmãos (denominação usada entre os maçons) que preferiam a ordem voltada unicamente para as questões ritualísticas. O homem acumulou tecnologia para viagens interplanetárias e transplantes. Mas ainda convive com a miséria e a fome. Sustento que nós, maçons, praticamos um crime contra o Brasil, quando deixamos de priorizar a questão política. Se a maçonaria tivesse atuado nos seus postulados nos últimos quase cem anos, quem sabe a quebra da disciplina social a que chegamos no país fosse evitada".

A campanha contra a progressiva privatização da Petrobras e contra a entrega das riquezas nacionais a grupos estrangeiros está, desde já, entre as novas prioridades apontadas pelo inspetor geral, em especial para os maçons petroleiros, que não são poucos. Um levantamento interno chegou a cadastrar 7273 irmãos petroleiros. No Rio de Janeiro, são mais de 3 mil.

José Inácio garante que haverá uma reviravolta no processo de privatização da Petrobrás: "Não existe um único município desse país, que tenha pelo menos 10 mil habitantes, onde não haja um maçon. Estamos presentes em todos os lugares, em todos os segmentos sociais, e estaremos trabalhando juntos para reverter o processo de entrega das riquezas do país e para recobrar valores como a estima da nacionalidade, o amor à pátria e à família. O presidente da Petrobras tem poder, mas não tem mil olhos".

Entre os petroleiros, o trabalho da maçonaria já começou. O primeiro passo, em 2005, em Santos, foi a realização do I Encontro Nacional dos Petroleiros Maçons. No II Encontro Nacional, em 15 de novembro de 2007, a data não foi escolhida ao acaso. Segundo José Inácio, "serviu para homenagear a República e, ao mesmo tempo, testar o grau de conscientização política dos maçons petroleiros, pois em feriados prolongados se costuma priorizar as viagens com a família. A resposta foi excelente. Participaram centenas de irmãos, de norte a sul do país. A principal resolução do II Encontro foi a defesa intransigente da Petrobras e a construção de ações de massa, pois de outra forma não conseguiríamos vencer uma elite gananciosa que atua para desestabilizar o Brasil."

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