Maçonaria em Cabo Verde (Eugénio Tavares, compadre e grande amigo do Grão-Mestre Casimiro Monteiro)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Maçonaria em Cabo Verde (Eugénio Tavares, compadre e grande amigo do Grão-Mestre Casimiro Monteiro)


Eugénio de Paula Tavares (Ilha Brava, 18 de outubro de 1867 - Vila Nova Sintra 1 de junho de 1930), foi um jornalista, escritor, poeta e Maçom cabo-verdiano.

Em 18 de Outubro nasce na ilha Brava, no arquipélago de Cabo Verde, Eugénio de Paula Tavares, filho de Francisco de Paula Tavares e de Eugénia Nozolini Roiz Tavares, que morre em consequência do parto. Em 5 de Novembro, é baptizado na Igreja de São João Baptista, em Nova Sintra. 1870: Seu pai falece na Guiné, onde está em serviço do Estado português. Eugénio é acolhido pelo médico José Martins de Vera Cruz e por sua irmã, D. Eugénia da Vera Cruz Medina e Vasconcelos.


Em 1895 publica Manidjas (Canções) em crioulo. Em 1899 começa a publicar textos na Revista de Cabo Verde, editada em Lisboa. Em Junho de 1900, fugindo à perseguição das autoridades coloniais, exila-se nos Estados Unidos, onde inicia a edição do jornal Alvorada, cuja publicação se manterá até 1917.

Em 1 de Junho de 1930, falece na sua Brava natal, vítima de uma angina de peito. Em Fevereiro de 1932, por iniciativa do escritor português José Osório de Oliveira, amigo de Eugénio, é publicado pela Livraria J. Rodrigues & Cª. de Lisboa, o volume Mornas - Cantigas Crioulas, de acordo com uma selecção e com um prefácio que o autor fizera poucos meses antes da sua morte, em Nova Sintra.

No âmbito das comemorações portuguesas do duplo centenário, dos oitocentos anos da Fundação e dos trezentos da Restauração, o Governador de Cabo Verde desloca-se à Brava para inaugurar o mausoléu de Eugénio Tavares.


Eugénio Tavares na Maçonaria de Cabo Verde

Entre 1890 e 1900, frequenta a elite cultural que, formando-se no crisol intelectual da Brava, depressa irradia para as outras ilhas, inclusive para Santiago. Casa com D. Guiomar Leça, que será a sua companheira até ao fim da vida, uma esposa discreta, sem interferência na vida literária e política do marido.

Adere à Maçonaria, mas não se conhece com precisão a data da sua adesão. Casimiro Monteiro, grão-mestre da Maçonaria cabo-verdiana, é seu compadre e grande amigo.


Fonte: Vidas Lusófonas


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