sábado, 14 de janeiro de 2012

Comunicação | GRANDE ORIENTE LUSITANO – MAÇONARIA PORTUGUESA


No difícil momento económico e social que Portugal vive e cujos efeitos na vida quotidiana dos cidadãos são infelizmente cada vez mais sentidos, é urgente saber orientar as energias para o que efectivamente é importante: a mobilização patriótica para as responsabilidades colectivas, num ambiente de paz, de esperança, de solidariedade e de coesão social.

O Grande Oriente Lusitano, fundado em 1802, além de ser a mais permanente instituição democrática portuguesa e a segunda mais antiga Obediência maçónica mundial em exercício continuado, não aceita ser envolvido em assuntos decorrentes de interesses empresariais conjunturais em que são projectadas posições anti-maçónicas que misturam velhas perspectivas anti-progressivas com pretensas abordagens pós-modernas enxertadas de algum aventureirismo intelectual pseudo-progressista.

Portugal conheceu em 1935 uma lei dita sobre “associações secretas” e é com mágoa que somos obrigados a denunciar, no Portugal de hoje, a retoma do projecto do então deputado do Estado Novo, José Cabral. Sobre esse projecto, Fernando Pessoa escreveu no Diário de Lisboa de 4 de Fevereiro desse ano: “Provei neste artigo que o projecto de lei do sr. José Cabral, além do produto da mais completa ignorância do assunto, seria, se fosse aprovado: primeiro, inútil e improfícuo; segundo, injusto e cruel; terceiro, um malefício para o País na sua vida internacional.”.

Para aqueles que, recém-convertidos ou indiferentes ao Estado de Direito Democrático, defendem que a Maçonaria não tem sentido em democracia e quando muito o teria no combate aos autoritarismos – que, de esquerda ou de direita nunca suportaram a Maçonaria – é bom lembrar quantos totalitarismos nasceram em democracias e que a indiferença é a mãe dos que só despertam quando, já tarde, a opressão lhes bate à porta.

Os ataques à Maçonaria, sejam eles de ontem, de hoje ou de amanhã, vêm sempre eivados do mesmo ódio aos princípios da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade e aos valores da Justiça e da Razão, verdadeiros alicerces do edifício onde se cultivam os Direitos Humanos. Vivemos hoje na Europa o mais longo período de paz pela qual lutaram e morreram muitos maçons e para cuja construção a Maçonaria muito tem contribuído.

Para os que alimentam desejos e ilusões autocráticas e exclusivistas, é bom lembrar uma recente decisão de uma das mais vibrantes instituições europeias, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que cortou cerce mais uma tentativa anti-maçónica, desta vez ocorrida na região italiana de “Friuli Venezia Giulia”, onde uma lei de 15 de Fevereiro de 2000 obrigava os candidatos a cargos públicos dessa região a declararem “a sua pertença a associações maçónicas ou, em todo o caso, de carácter secreto”.

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem concluiu que aquela lei constituía uma “violação do artigo 14 (interdição de discriminação) da Convenção Europeia dos Direitos do Homem combinado com o artigo 11 (liberdade de reunião e de associação)”, condenando a Itália por ter permitido tal lei e atribuindo 5.000 € de indemnização por gastos ao queixoso (Grande Oriente de Itália).

A evocação deste acórdão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem não poderia ser mais oportuna no contexto recentemente gerado em Portugal em torno de uma questão em que uns por interesses gananciosos, alguns por vocação obscurantista e outros por oportunismo pseudo moderno querem fazer regredir direitos humanos arduamente conquistados e pelos quais, sem qualquer pretensão exclusivista, nem arrogância serôdia, continuamos na primeira linha da sua defesa e exaltação.


O Grão Mestre
Fernando Lima


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

GLEG: Recadastramento Biométrico obrigatório para os eleitores do Município de Goiânia


A Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás lembra a todos e em especial Maçons, Cunhadas e Sobrinhos a importância do Recadastramento Biométrico obrigatório para os eleitores do Município de Goiânia.


Acessem ao site: www.tre-go.jus.br. Exerça seus direitos, VOTE e fortaleça a demogracia.


Nuno Magalhães assume ter ligações à Grande Loja Simbólica de Portugal


Segundo DN, o semanário "Sol" escreve que Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS, assume ter ligações à Grande Loja Simbólica de Portugal (GLSP) - uma obediência recente no país, com regras mais apertadas de secretismo, mais elitista, esotérica e tradicionalista do que o Grande Oriente Lusitano e a Grande Loja Legal de Portugal.


Não sendo maçon, Nuno Magalhães admite ter simpatia pela GLSP por razões familiares (a sua mulher é maçon desta obediência), indo a alguns encontros, conferências e jantares desta Loja.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A Igualdade na Maçonaria


Fonte: Grande Oriente do Brasil


Tema querido e sempre presente na vivência maçônica é a questão dos símbolos. A Ordem Maçônica é a única instituição iniciática que usa como símbolos, no labor interminável de aperfeiçoamento de seus participantes, os instrumento da construção civil, sugerindo a elevação de um templo universal, dedicado à humanidade, mas também vislumbrando o Templo interior do Homem.

A perfeita igualdade entre os maçons, por exemplo, é representada pelo Nível, que aplicado com sabedoria e elegância pelo governo da Oficina, destina-se a igualar a todos na missão sublime de erguer templos à virtude... Ninguém é superior a ninguém, embora alguns suportem carga maior de responsabilidade.

A personalidade humana é, por assim dizer, o revestimento pétreo, mundano, que esconde o Homem Universal, semelhante à divindade e objeto da busca maçônica. O Malho e o Cinzel são símbolos desse trabalho que temos de executar até o fim da vida, e que, se bem realizado, nos premia, a cada momento, com maior dose de felicidade.

A vestimenta do Maçom, o avental, também símbolo importante, não deve ser maculada com palavras ou pensamentos provindos da ociosidade mental, dominada pelas distinções mundanas, que “aqui, não as conhecemos”. A bata, o macacão, a toga, a farda, o fardão, a japona nada dizem do coração de quem os veste. O que interessa à Maçonaria é a roupagem etérea da virtude e da verdade, que circula em nossas Lojas purificando os sentimentos.

De fato, é um tanto cansativo à mentalidade secular, envolvida com as exigências do mercado em termos de competitividade e personalismo, compreender o nobre mister do maçom na constante afirmação de seus princípios e postulados e na prática diária que os justifiquem , mas é esse o destino irrecorrível do homem livre e de bons costumes, como dizemos nós, no âmbito da nossa centenária Instituição.

Este momento, que impele a cristandade para as comemorações natalinas, apresenta-se como oportunidade singular para que, com o justo emprego dos nossos símbolos, dediquemos nossas ações, nossas palavras e nossos pensamentos a reforçar o ideal maior de cada integrante do gênero humano: a perene felicidade!


Brasília - DF, 13 de dezembro de 2011


Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

José da Cruz Cardeal Policarpo, Patriarca de Lisboa, critica influência de maçons no Portugal


Segundo DN de Portugal, O grão-mestre da Grande Loja Legal de Portugal (GLLP), José Moreno, e mais de metade dos "irmãos" da GLLP e do GOL teriam de abdicar da sua fé católica, se seguissem o pensamento do cardeal patriarca de Lisboa. D. José Policarpo reafirmou ontem que "é incompatível" a condição de maçom e católico e criticou a influência da maçonaria na política.

O também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa pôs-se, no entanto, ao lado da grande maioria dos maçons num ponto: os políticos não devem ser obrigados a revelar a sua ligação à maçonaria.


D. José da Cruz Cardeal Policarpo é um cardeal português. Como D. José IV, é Patriarca de Lisboa desde 1998. Criado cardeal em 2001, desde essa data assume o título de Cardeal-Patriarca de Lisboa. Participou do Conclave de 2005, que elegeu Joseph Ratzinger como Papa Bento XVI, como cardeal votante. A 18 de Fevereiro de 2011, o próprio cardeal anunciou que enviou uma carta ao Papa Bento XVI, renunciando ao Patriarcado, uma vez que em 26 de Fevereiro completaria 75 anos, idade limite para o exercício da prelazia: "Ontem mesmo escrevi a carta ao Papa - está previsto no direito canónico que um bispo, quando cumpre os 75 anos, pede ao Santo Padre a resignação do seu mandato - e fico à espera da sua decisão".


Maçons do Paraguai para levar a maior hidroelétrica do mundo


De acordo com um documento oficial do governo do Paraguai, os membros da Centenária Grande Loja Simbólica do Paraguai foram nomeados para liderar a maior hidrelétrica do mundo, Itaipu Binacional.


Segundo Masonic Times e Diario Masonico, Octavio Augusto Airaldi (Venerável Mestre), Efrain Enriquez Gamon (Mestre Maçom) e Diego Bertolucci Vega (Past Grão-Mestre) são os três maçons que vou levar a maior hidrelétrica do mundo. O evento aconteceu em 3 de março de 2012, na presença de várias autoridades nacionais e do Grão-Mestre da essa Grande Loja, MR Carlos Alberto Quiñonez.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A direção da Grande Loja Maçônica do Piauí será substituída no mês de agosto


Narciso Monte

A direção da Grande Loja Maçônica do Piauí será substituída no mês de agosto do ano em curso, pelo democrático critério de eleição, conforme dispõe a legislação vigente da Instituição.

O pleito eleitoral ocorrerá no primeiro sábado do próximo mês de maio, devendo as chapas concorrentes para os cargos de Grão-Mestre e Grão-Mestre Adjunto serem registradas até o dia 22 de abril. Para esses cargos o art. 57 da Constituição da Grande Loja só permite uma única reeleição.

Sob o manto do lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, lideranças da entidade já se movimentam no sentido de formular suas propostas de renovação.

Um articulado grupo de próceres da Ordem já dispõe de uma chapa definida para concorrer à eleição, instruída com um inovador plano de governo a ser oportunamente divulgado entre a comunidade dos maçons, segundo informa o líder do grupo.

Espera-se que outras chapas sejam apresentadas, com vistas ao pleno exercício da ética maçônica e da democracia interna.


Fonte: 180 Graus


Maçonaria da Grande Loja Legal de Portugal controla Lisboa e Porto


A influência da maçonaria no aparelho do PSD tem crescido nos últimos meses. A maior distrital do País (Porto) tem na sua direção várias figuras com ligação à maçonaria, nomeadamente o secretário-geral, Ricardo Almeida, e o vice-presidente Miguel Santos.

Na distrital de Lisboa foi eleito para presidente, em novembro, Miguel Pinto Luz, que garante não ser maçom mas pertencer ao círculo íntimo de Alexandre Picoto, um influente maçom da GLLP e do partido. José Moreno comentou nos últimos dias: "A haver algo em jogo, serão outros interesses que não passam pela maçonaria."

Fonte


sábado, 7 de janeiro de 2012

PEQUI É FRUTO NOBRE - Artigo do Grão Mestre Barbosa Nunes


Apesar de ser considerado como fruto sem grande valor, muito comum, um “primo pobre das frutas”, o pequi que é uma árvore nativa do cerrado brasileiro, produz fruto tipicamente goiano, também muito utilizado na cozinha nordestina e no Mato Grosso. Tem alto valor na alimentação e exige ritualística para o seu consumo, diferente de algumas frutas nobres como uva, maçã, pêra, morango, caqui e outros, que são consumidos com rapidez e facilidade. Seu nome científico é Caryocar brasiliense.


É um símbolo do estado de Goiás, onde podem ser encontradas todas as variedades, com grande produção entre setembro e fevereiro. Existe também na Bolívia. No estado do Tocantins, há uma cidade com o nome de Pequizeiro. Todos os anos acontece a “Festa do Pequi”, em homenagem à árvore e o seu fruto. Em Minas Gerais, há um município denominado Pequi, distante 128 km de Belo Horizonte, onde ocorre uma tradicional festa denominada Expo Pequi.

Japoneses patentearam uma propriedade do óleo de pequi, batizada de CSL (Chemical Strengthener Layer), que, segundo as pesquisas, basta adicionar 50 mililitros de óleo de pequi a 4 litros de óleo mineral, para que se consiga o efeito da superdureza em qualquer material metálico.

Do pequi é extraído o azeite de pequi. É consumido cozido, puro ou juntamente com arroz e frango. Exige ritualística e cuidado de quem o consome. Sua polpa macia e saborosa deve ser comida com bastante cuidado, uma vez que a mesma recobre uma camada de finos espinhos. Se mordidos, fincam-se na língua e no céu da boca, provocando dores intensas. Portanto, há uma técnica de degustação do pequi, devendo ser comido apenas com as mãos, jamais com talheres, e levado à boca para ser, cuidadosamente, roído com os dentes, até que a parte amarela comece a ficar esbranquiçada. Neste momento, é hora de parar, antes que os espinhos apareçam.

O fruto do pequizeiro já foi muito utilizado na fabricação de sabão caseiro com propriedades terapêuticas. A massa do fruto é misturada a um líquido retirado das cinzas da árvore “Mamoninha”, mistura que levada ao fogo produz um sabão bastante macio, usado para lavar roupas, utensílios e higiene pessoal, pois faz bem para a pele e cabelos.

Seu sabor e aroma são muito marcantes e peculiares. Por isto, eis mais um motivo de você consumi-lo com os devidos cuidados. Com a mão, roendo o caroço, mas sem pressa e normalmente no almoço, em feriados, sábados, domingos, tempo de férias. Se você comer o pequi e ir para o trabalho, uma reunião social, o forte e inconfundível aroma o identificará. No jantar não é muito aconselhado, especialmente, tarde da noite.

No ano de 2001, o então senador pelo Rio de Janeiro, Saturnino Braga, retirou-se de uma sessão no Senado Federal, queixando-se de dores na boca. Examinado foi identificado pelo médico que os ferimentos causadores da dor, foram originados pouco antes quando comia uma de suas iguarias favoritas, o pequi.

O pequi é rico em vitaminas A, C e E, em sais minerais (fósforo, potássio e magnésio) e em carotenóides, que evitam a formação de radicais livres no corpo e previne a formação de tumores e doenças cardiovasculares. Não faz mal ao organismo nem provoca aumento de colesterol, comprovado pela experiência do biólogo Sérgio Grisólia, da Universidade de Brasília. Cozido ou congelado, preserva suas propriedades nutritivas ao contrário do que ocorre com a maioria dos vegetais. Sua polpa é altamente calórica.

A nutricionista Maria Naves, quanto ao sabor do pequi afirma: “Não há gosto similar”. “Ou você ama ou você odeia”, afirma o professor Grisólia.

O fruto foi descoberto pelos chefes de cozinha. Na capital Paulista existe um fino restaurante com o nome da fruta, Restaurante Pequi.

Além do consumo com frango ou arroz há outras formas de consumi-lo, como licor, picolé, farinha de amêndoa, óleo para tratamento de bronquites, gripes e resfriados, cremes, xampu e sabonetes, pois o caroço do pequi tem efeito revigorante para a pele e o cabelo. Também em conservas, hoje muito disponibilizadas nos mercados, porém, os tradicionais consumidores do pequi afirmam que sem o roer o caroço, não comê-lo com as mãos, não lambuzar a boca com óleo, o pequi perde o gosto.

A cultura popular diz que o perfume do pequi desperta paixões e que tem propriedades afrodisíacas. Durante a safra do pequi as mulheres engravidam com mais facilidade.

Patativa do Assaré, agricultor cujo nome é Antônio Iraildo Alves de Brito, cantador, poeta, violeiro, repentista e cordelista, com obra imortalizada, fala que Adão e Eva com satisfação, sem canseira, não precisando trabalhar e em meio a uma fartura de variedades frutíferas, comeram fruto de uma árvore proibida. Comparou “a fruta do pecado” com o pequi, que tem aroma forte e atrativo, de modo que se alguém chega numa casa onde se está preparando a comida com esse fruto, logo sente o cheiro.

Simbolicamente e com boa interpretação, no caroço há espinhos minúsculos e se não houver cuidado necessário, quem o consome pode se ferir, e assim Patativa se expressou:

“Dos otos todos tirava/ e comia a se fartá;/ mas daquele não comia./ Pruquê comendo, fazia/ grande pecado mortá. Esse fruito do pecado/ parece que tinham un quê,/ que a gente vendo ficava/ com vontade de comê./ Seu dotô, eu não sei não,/ mas faço avaliação/ que aquele fruito dali/ agradava a nosso orfato, como essa fruita do mato/ que o povo chama de PIQUI.”

Concluindo este artigo, considerando o pequi como fruto nobre e homenageando Bariani Ortêncio, folclorista, escritor, poeta membro da Academia Goiana de Letras, que lançou este ano em sétima edição o livro “Cozinha Goiana” – Editora Kelps, com 1200 receitas, indico uma receita pessoal de arroz com pequi, porém lembrando que o pequi não se come. Se rói com muita parcimônia e delicadeza.

Ingredientes: Um litro de pequi lavado “com polpa carnuda”, meia xícara de chá de óleo ou banha de porco, 3 dentes de alho espremidos, uma cebola picada, 5 xícaras de chá de arroz, 4 xícaras de chá de água quente, sal a gosto, pimenta de cheiro ou malagueta a gosto, salsinha, cebolinha picada a gosto.

Coloque o pequi no óleo ou banha fria, acrescente o alho e a cebola e deixe refogar em fogo baixo, mexendo sempre com uma colher de pau para não grudar na panela. Respingue um pouco de água quando for necessário, acrescentando o arroz e deixando fritar, depois que a água secar e o pequi estiver macio. Junte água, sal e quando o arroz estiver quase pronto, coloque a pimenta de cheiro ou malagueta a gosto. Na hora de servir, jogue salsa e cebolinha e um pouco de pimenta no arroz.

A todos um bom apetite!


Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, delegado de polícia aposentado, professor e Grão Mestre da Maçonaria Grande Oriente do Estado de Goiás


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